quarta-feira, 12 de março de 2008

O bom de ter blog

é receber ligações como a da Fer Orrigo, de Londres, querendo conversar comigo e saber tudo o que estava acontecendo na minha vida, porque leu os últimos acontecimentos no meu Letras e Amores.

Palavras de Felipe

O fernando foi avisar que a avó vinha vê-lo, pois iria viajar no outro dia. Ele respondeu:
Ah, isso não tem nada a ver!

Eu, brincando de fazer perguntas: Que bicho tem a pele lisa, sem pelos....etc, etc
Ele, enfiando a cabeça no travesseiro: Deixa eu pensar consigo mesmo!
Hoje vi a Si dançar ballet clássico. Com coque bem arrumado e sapatilha rosa.
E pensei que isso é mesmo para ela. Imagina eu ou a Vanessa, ou mesmo a Ju, coordenando pernas, braços, pescoço, dedos (tem que deixar tudo esticadinho)!!!
Me identifiquei mais com uma colega dela que estava com um short colorido e modernoso (lindo por sinal), cabelo amarrado, mas só com um rabo de cavalo sem pretensão, meias e sapatilhas pretas. Fazia cara de dor nos exercícios e ria dos próprios erros. Se fizesse ballet, acho que seria asim!

Hoje foram 4 km

Devagarzinho, trotando a 7.5 em média, passei meia-hora pensando nas coisas que vão me deixar feliz, muito feliz, se derem certo:
novos pequenos integrantes na turma;
conhecer Campo Grande;
cinema com minha mãe à tarde;
almoço com as amigas no Mousse Cake;
almofadas para o sofá da varanda;
ler mais livros (já comecei Inés da minha alma, da Isabel Allende, que conta a história de uma mulher que ao lado do marido conquistou o que hoje é o Chile - adoro esse "ao lado do marido");
acompanhar o Rafa nas suas maratonas e correr em Lins com a Andréa;
ah, emagrecer, é claro!

segunda-feira, 10 de março de 2008

3 km

correndo sem parar. Oba!!!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Para quem estava reclamando do meu blog sem novos posts, voltei!
Estava com coisas para dizer, mas sem saber como escrever. Sem vontade de ligar o computador. Queria apenas viver minhas férias de 30 dias (acho que a última vez que tive férias assim era estudante) e por ordem nas coisas. Agora, à medida que os movimentos do meu rosto estão ficando mais normais, eu também vou me normalizando. Já estou quase lá, pronta para as fotos,ah, ah!

Minhas férias têm um ar de licença-saúde. Afinal, só parei porque o corpo mandou. Passei os 2 primeiros dias sem abrir meu e-mail. Depois, fui lendo uma mensagem aqui, outra ali, e hoje, depois de uma semana, já estou com uma certa vontade de meter o bedelho em coisas da agência. Mas, estou na minha. Saboreando o momento de cuidar de mim. Fazendo fisioterapia, acupuntura, terapia, ginástica, arrumando armários e histórias mal resolvidas.
Que bom é poder ter esse compromisso comigo e perceber que nunca mais vou deixá-lo tão de lado, tão longe de mim. Espero fazer com prazer as coisas simples e me abastecer de um tempinho para mim sempre que quiser e puder.
Quando se demora 30 dias (ou mais) para começar a esboçar um sorriso, fisicamente falando, percebe-se que encontramos algumas horas de dedicação ao que nos faz bem se realmente queremos nos encontrar.

Run baby, run

Estou com uma dorzinha nos braços, outra nas pernas. Também na barriga, o que me dá a sensação de trabalho cumprido. Que bom é voltar para a ginástica. E não vejo a hora de correr para os braços dos meus 7 km.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Felipe

Estou curtindo muito meu filho mais velho.
Ele está crescido e com atitudes diferentes. Algumas encantadoras. Outras enlouquecedoras.
Estou amando ver como ele está empolgado com sua nova escola, sua nova rotina de estudante. Está curtindo muito cada palavra que consegue ler ou escrever. Amo ver sua letra (bem de menino, por sinal, tipo garrancho) nas lições de casa. Aliás, essa é uma nova rotina em casa. A lição de casa. Ele faz na boa, sozinho, pede para tirar a Maria de perto, porque senão ela pode rasgar a lição. Fofo! Seus desenhos estão tão mais definidos, suas conversas mais "adultas", ele mais companheiro, sei lá... Tomar banho e escovar os dentes, sozinho. Não fica lá essas coisas, mas é assim que começa, né!
Mas, tem hora que o bicho pega. E me sinto personagem de revista de educação de crianças. Sabe tudo que não pode? Ele quer. TV o dia inteiro. E só serve Jetix ou Cartoon. Discovery Kids é coisa do passado. Desenho tem que ter luta e travessura. Brinquedo é video-game e vou ver até quando eu consigo segurar e não dar um playstation que me é pedido todo santo dia. Sem falar na graça que ele vê em arrotar e rir da minha cara. Meninos, meninos... eu que fui criada na casa mais feminina do mundo, estou meio irritada, mas confesso que até acho graça no tal do Naruto e também no Ben 10.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Queridos Amigos

Pizza para comemorar o aniversário da Ju.
Almocinho para comemorar o aniversário da minha mãe.
Outro almocinho para comemorar o da Van, com direito a encontrar a Carla e dar parabéns para ela também. Sem falar nas comprinhas com a Si embaladas por um papo entre irmãs, cheio de verdade, emoção e um anel que a D. Ita merecia há tempos!
Eu ainda não consigo sorrir com a boca, mas esses 2 últimos dias fizeram meu coração se alegrar bastante.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Coisas de Maria


Birra e gritinhos. Charminho.
Brincadeira na casinha que tem geladeira, pia e fogãozinho.
E vestido. E sapatinhos de boneca. E cabelo com chuquinha.
Viva a minha Maria Bonitinha.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tenho uma amiga, a Patti Pahl, que estudou e trabalhou comigo na HBO em São Paulo.
Hoje ela está na Alemanha, cobrindo o Festival de Berlim. A cara dela, louca por cinema, por artistas, por línguas. Amo entrar em seu blog -www.apatilandia.blogspot.com - e ler seus comentários sobre esse mundo tão cheio de glamour.
Fiquei pensando no dia em que decidi não trabalhar mais na HBO. Todo mundo falou que era uma loucura, o emprego era bom, a empresa ótima, a grana era maravilhosa para uma garota solteira, sozinha em São Paulo. Mas não dava mais, precisava de outras coisas para ser feliz. Ai... como amei ter trabalhado lá, ter tido as experiências que tive e que foram ótimas para eu chegar aqui em Ribeirão mais segura e com conhecimentos diferentes. Também fiquei pensando em como eu poderia estar diferente se tivesse ficado em SP, seguido na HBO, ter ido para outros canais... Mas lá não tinha o Fê. Nem a Si, nem a mami. Nem o Clube da Gula. Nem o clima daqui, que eu amo.
Acabei publicitária em Ribeirão. Consegui uma empresa respeitada por clientes, fornecedores e concorrentes. Trabalhei, trabalhei e ainda trabalho muito. Percebi que são quase 14 anos achando legal a vida ser uma loucura, os prazos serem curtos, a noite ser de trabalho, a licença-maternidade ser de 40 dias e a conversa com o marido ser por telefone.

Não é só por causa da paralisia facial que me acometeu. Já há algum tempo, me dei conta que mudei e que não penso mais assim. Não me arrependo de nada que fiz e me orgulho de tudo que conquistei. Agora, quero conquistar coisas em outros campos que deixei de lado esses anos todos. E o primeiro campo sou eu! Já comecei a me dar algumas manhãs com as crianças. Segunda começo acupuntura. E viva as decisões que estão por vir.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Não sei se é engraçado ou trágico.
Mas aguentar a fisioterapeuta com pique de professora de aeróbica a cada movimento labial é dose!
1, 2, 3, 4, 5... relaxou. Muiiito bem, força nessa boca!

Renovando os votos

já está decidido: meu 2008 será bem diferente de 2007, 2006, 2005...
Vou viver minha casa, meu marido, meus filhos, meus sorrisos.
Os últimos acontecimentos de minha vida têm me colocado à prova de muitas coisas. A última delas é uma paralisia facial periférica que deixou o ladfo esquerdo de meu rosto sem movimento e eu sem ação.
Não é nada grave, simplesmente é chato e incômodo. É ruim para falar, para comer, para encarar as pessoas. Mas passa. Leva cerca de 2 semanas, com muita fisioterapia.
Constatado o fato, tinha a festa de 1 ano da Maria para encarar. Receber convidados, meus amigos, posar para fotos, sorrir (?). A vontade era de enfiar a cara no buraco e sumir, mas vamos lá, mãe é mãe! Minha fofa merecia cada minuto da festinha da Pequena Sereia que já estava prontinha. E foi muito bom receber os amigos e seus carinhos neste dia. Também descobri um Fernando cheio de cuidados, amoroso e sensível. E a família unida é a melhor coisa da vida mesmo, não é papo dos antigos.
A minha pequena Maria estava mais fofa do que nunca, desfilando seu vestido rosa e azul, aproveitando, brincando e sendo feliz. O Felipe se sentindo o dono da festa e tapeando o ciúme recebendo os amigos para a festa "da minha irmã, mas também é minha porque tem mais amigo meu".
Bom, e como a vida não anda lá essas coisas, a festa acabou, a babá brigou com a empregada, chorou, chorou... e lá foi a Silvia apaziguar a situação. O motivo? Um pedaço de bolo. Mas, acho que isso não vale um post - para as mães que estão lendo e se sentindo sensibilizadas, já está tudo bem e entre sorrisos em casa. Vamos manter o bom humor e evitar as rugas!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ciclos

Tenho tido bons motivos para abrir o sorriso nesses dias de luto. A Maria andando sozinha de um lado para outro, falando mamã até não poder mais, deitando a cabecinha no meu ombro. O Felipe se mostrando um perfeito companheiro, principalmente da vovó Ita. A Ju e a Van ligando sempre de Juquehy. Eu pertinho da minha mãe, resolvendo burocracias que nos mostram como somos fortes e unidas.
Mas quando a noite chega, chega o vazio que nunca tinha sentido na vida - e olha que já perdi pessoas bem queridas. Um vazio que não vai embora nem com Lexotan. Estou aprendendo a conviver com a ausência, mas tá difícil. Só quem conheceu a D. Arlinda sabe como sua presença era forte, marcante, dominante, intensa e animadora. Por isso, bola pra frente. O aniversário da Maria tá chegando para me lembrar que a vida se renova e que isso merece ser comemorado.