Ontem fui ouvir coisas sobre a boa propaganda. E, bem feliz, ouvi muito sobre filosofia, ética, verdade, virtudes, coragem, responsabilidade. Poucos cases, muitas ideias ainda nascendo, nada muito perfeito.
E eu, que também penso tantas coisas assim, voltei planejando vida. Let it flow.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Petit Marie
Eu, acordando a Maria:
- Bonjour, Marie!
- Mamãe, Maria em francês é Marie, né?
- É, chérie!
- E Silvia?
- Silvie.
Ela olha para o casaquinho que eu estava vestindo.
- E casaco é casí!
- Bonjour, Marie!
- Mamãe, Maria em francês é Marie, né?
- É, chérie!
- E Silvia?
- Silvie.
Ela olha para o casaquinho que eu estava vestindo.
- E casaco é casí!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Eu preciso dizer que ainda que eu estivesse muito feliz por mudar de casa, chorei compulsivamente vendo minhas coisas sendo encaixotadas. Chorei por ver os vizinhos chegando para falar tchau. Chorei, chorei, chorei um dia inteiro.
No outro dia, me enchi de alegria ao receber todas aquelas caixas na casa nova. Chorei baixinho ao ver que à noite existe luz na cidade. Agora, fico andando pelo bairro, dou um pulo no supermercado, uma passada na farmácia, levo a Maria para tomar sorvete num estalo de dedos. De casa à escola, 2 minutos. Para a agência, uns 4, acho.
Todas essas facilidades tornaram também fácil e rápido o meu sorriso com esse novo ambiente.
Ainda estamos em exploração. Ainda nos sentimos como que hóspedes em um hotel. Mas somos uma família renovada curtindo a vida. Bom, né?
Hoje fui ao Royal Park. Engraçado como em pouco mais de 10 dias o bairro mudou. A portaria foi pintada. Agora tem heras crescendo no muro. Precisava pegar correspondência, deixar o cheque do piscineiro... escolhi o portão de moradores, bati o maior papo com o Carlos, porteiro.
Eu mudei, mas ainda não me sinto visitante!
No outro dia, me enchi de alegria ao receber todas aquelas caixas na casa nova. Chorei baixinho ao ver que à noite existe luz na cidade. Agora, fico andando pelo bairro, dou um pulo no supermercado, uma passada na farmácia, levo a Maria para tomar sorvete num estalo de dedos. De casa à escola, 2 minutos. Para a agência, uns 4, acho.
Todas essas facilidades tornaram também fácil e rápido o meu sorriso com esse novo ambiente.
Ainda estamos em exploração. Ainda nos sentimos como que hóspedes em um hotel. Mas somos uma família renovada curtindo a vida. Bom, né?
Hoje fui ao Royal Park. Engraçado como em pouco mais de 10 dias o bairro mudou. A portaria foi pintada. Agora tem heras crescendo no muro. Precisava pegar correspondência, deixar o cheque do piscineiro... escolhi o portão de moradores, bati o maior papo com o Carlos, porteiro.
Eu mudei, mas ainda não me sinto visitante!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A mudança de casa que já aconteceu dentro de mim está tomando forma. Ela tem cores, tem flores, tem espaço. Estamos, nós quatro, aconchegados, e isso é uma delícia.
Queria começar por edredons novos, penso sempre neles, macios, coloridos, nos envolvendo num sono bom. Depois, vem a grande sala. Penso naqueles que amamos por lá, ouço o som de visitas que só fazem o bem. Vou ter uma estante de livros, e isto é como ler o quanto estou parecendo com minha mãe. Imagino saber cozinhar um pouco mais do que sei, me animo para usar mais a lava-louças. Lembro de minha avó e de suas lições para que a casa fique em ordem... com o coração cheio de saudade, me proponho a cumpri-las!
Já disse que o movimento por perto me parece mais libertador que um grande jardim gramado. Estou indo com a certeza de que encontrarei esse mundão de novas possibilidades bem ali ao meu alcance. Fico ansiosa como criança. O dia está perto, mas não chega, oras! Tudo bem. Estou feliz.
Queria começar por edredons novos, penso sempre neles, macios, coloridos, nos envolvendo num sono bom. Depois, vem a grande sala. Penso naqueles que amamos por lá, ouço o som de visitas que só fazem o bem. Vou ter uma estante de livros, e isto é como ler o quanto estou parecendo com minha mãe. Imagino saber cozinhar um pouco mais do que sei, me animo para usar mais a lava-louças. Lembro de minha avó e de suas lições para que a casa fique em ordem... com o coração cheio de saudade, me proponho a cumpri-las!
Já disse que o movimento por perto me parece mais libertador que um grande jardim gramado. Estou indo com a certeza de que encontrarei esse mundão de novas possibilidades bem ali ao meu alcance. Fico ansiosa como criança. O dia está perto, mas não chega, oras! Tudo bem. Estou feliz.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Choro corporativo. Comigo acontece quando o trabalho ganha overdoses de sentimentos confusos. A gente fica lá, envolvido, sofrendo, torcendo, se alegrando e se angustiando, sentindo frios na espinha por algo que não é a final do campeonato sub-nove de futebol ou sei lá, a recuperação de um parente doente. É trabalho.
Conheço pessoas que nunca choraram assim, do modo corporativo. Tenho certa inveja disso. Trabalham e pronto. Depois curtem a vida com a grana que ganham. Ando sonhando com isso. Em não cair no choro quando trabalho demais. Em não trabalhar demais. Em me livrar dos esteriótipos - como fui cair nessa?
A questão é que hoje saí da agência como quem sai do cinema depois de Benjamin Buton. O tempo está passando, passando, eu olho pra trás e vejo que nada volta. E olho pra frente e vejo que o que pode ser. E trabalho, trabalho para isso acontecer.
Conheço pessoas que nunca choraram assim, do modo corporativo. Tenho certa inveja disso. Trabalham e pronto. Depois curtem a vida com a grana que ganham. Ando sonhando com isso. Em não cair no choro quando trabalho demais. Em não trabalhar demais. Em me livrar dos esteriótipos - como fui cair nessa?
A questão é que hoje saí da agência como quem sai do cinema depois de Benjamin Buton. O tempo está passando, passando, eu olho pra trás e vejo que nada volta. E olho pra frente e vejo que o que pode ser. E trabalho, trabalho para isso acontecer.
Centenário
No trânsito, correndo para chegar a tempo do Felipe participar do passeio da escola de inglês:
- Olha, filho, se não der tempo, fazer o que, né?
- Mãe, você nem chegou lá e já tá achando que não vai dar. Eu não desisti, eu nunca desisto. Eu sou corinthiano!!
***
Chegamos, ele encontrou com a turma, subiu tranquilamente no trem. Have fun, Felipão da fiel!
- Olha, filho, se não der tempo, fazer o que, né?
- Mãe, você nem chegou lá e já tá achando que não vai dar. Eu não desisti, eu nunca desisto. Eu sou corinthiano!!
***
Chegamos, ele encontrou com a turma, subiu tranquilamente no trem. Have fun, Felipão da fiel!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
- Hoje eu desenhei um menino "africando"!
- Mamãe, o Pedrinho roda a peneira e coloca o saci na garrafa. O saci é do "fanclore" né, mãe! Ele não vai na nossa casa de verdade!
- Eu gosto tanto de bolo de fubá!
- Eu não uso mais fralda pra dormir, mamãe. Você não vai me dar parabéns?
Menina linda,
Sua vozinha tão delicada dizendo frases assim me ficam ecoando o dia todo, me inspirando, me alegrando, me dando saudade, me deixando cheia de vontade de passar na escola pra te pegar e ouvir mais e mais de você, meu amor!
- Mamãe, o Pedrinho roda a peneira e coloca o saci na garrafa. O saci é do "fanclore" né, mãe! Ele não vai na nossa casa de verdade!
- Eu gosto tanto de bolo de fubá!
- Eu não uso mais fralda pra dormir, mamãe. Você não vai me dar parabéns?
Menina linda,
Sua vozinha tão delicada dizendo frases assim me ficam ecoando o dia todo, me inspirando, me alegrando, me dando saudade, me deixando cheia de vontade de passar na escola pra te pegar e ouvir mais e mais de você, meu amor!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Tão linda você, mamita.
Filha querida, deixar uma casa confortável, com muitas histórias inesquecíveis e morar no moderno coração da
cidade é troca para ser muito comemorada. Porque os imóveis não podem ser transferidos, mas os sonhos, as emoções, as conquistas, o aconchego, a fé em Deus que, no momento certo, nos concede mais do que pedimos, tudo isso está dentro de cada um de nós e permanecerá conosco em qualquer espaço. Acontece que o seu espaço não é qualquer um - ele é feito de movimento, de beleza, de conforto e de modernidade... E isso é vida. A mesma que mora em você com a sua criatividade, no Fernando, com suas sábias e destemidas decisões e no Felipe e na Maria com o deslumbramento da descoberta a cada instante.
(...) E eu ficarei torcendo para que a vida seja sempre assim - a oferta de corajosos presentes de Deus para os seus filhos... Mami.
cidade é troca para ser muito comemorada. Porque os imóveis não podem ser transferidos, mas os sonhos, as emoções, as conquistas, o aconchego, a fé em Deus que, no momento certo, nos concede mais do que pedimos, tudo isso está dentro de cada um de nós e permanecerá conosco em qualquer espaço. Acontece que o seu espaço não é qualquer um - ele é feito de movimento, de beleza, de conforto e de modernidade... E isso é vida. A mesma que mora em você com a sua criatividade, no Fernando, com suas sábias e destemidas decisões e no Felipe e na Maria com o deslumbramento da descoberta a cada instante.
(...) E eu ficarei torcendo para que a vida seja sempre assim - a oferta de corajosos presentes de Deus para os seus filhos... Mami.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ele chegou em casa. Tudo certo. Contrato já foi pro cartório.
Ela foi para o quarto. Deitou na cama, abraçou o travesseiro. Olhou para as paredes e agradeceu o quanto foi feliz ali. Desejou felicidade para quem entra. Sentiu o friozinho no coração de quem muda para algo esperado, planejado e pensado. Não era pra ela a explosão das mudanças bruscas.
Mas, por dentro, a festa foi de arromba!
Ela foi para o quarto. Deitou na cama, abraçou o travesseiro. Olhou para as paredes e agradeceu o quanto foi feliz ali. Desejou felicidade para quem entra. Sentiu o friozinho no coração de quem muda para algo esperado, planejado e pensado. Não era pra ela a explosão das mudanças bruscas.
Mas, por dentro, a festa foi de arromba!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Sobre a nova ajudante do lar
Foram 8 anos com a Paula tomando conta dos meus filhos e da minha casa, sempre com aquele tipo de eficiência corporativa. Aí, ela foi ter o seu bebê. E em 1 mês sem ela, meu guarda-roupa está uma bagunça, os pratos não se encaixam no armário, a calça do Fernando sumiu, a cama tem lá seu novo jeito de ser arrumada.
Mas, o que mais mudou depois deste tempo todo em que eu estive cercada da mais pura discrição, foram os diálogos que começaram a acontecer bem cedo, no café da manhã:
- E aí, vai aproveitar o feriadão, hein!
- "Seu" Fernando viajando, e você aqui, dormindo?
- Nossa, sabe que a fralda dos meus filhos eu tirei com 1 aninho? Tudo esperto lá em casa!
Mas, o que mais mudou depois deste tempo todo em que eu estive cercada da mais pura discrição, foram os diálogos que começaram a acontecer bem cedo, no café da manhã:
- E aí, vai aproveitar o feriadão, hein!
- "Seu" Fernando viajando, e você aqui, dormindo?
- Nossa, sabe que a fralda dos meus filhos eu tirei com 1 aninho? Tudo esperto lá em casa!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Sobre as crianças e a festa junina
Quando minha menina entrou com uma trouxinha de roupa na cabeça e dançou cantando "saboa, mulata, ensaboa";
quando o meu menino chegou todo prosa de pantaneiro na chalana do Almir Sater;
quando os segundos anos apareceram sorridentes vestidos de chita floral azul;
quando eu vi que tinha criança de tênis bem caro, criança de botina bem baratinha, criança de muleta de mão dada com criança espuleta;
quando eu notei pais e mães mais velhos, mais novos, mais tradicionais ou bem moderninhos;
quando eu percebi os ex-alunos dançando a quadrilha, e todas as barraquinhas enfeitadas com desenhos das crianças, eu pensei: que bom que eles estudam aqui!
quando o meu menino chegou todo prosa de pantaneiro na chalana do Almir Sater;
quando os segundos anos apareceram sorridentes vestidos de chita floral azul;
quando eu vi que tinha criança de tênis bem caro, criança de botina bem baratinha, criança de muleta de mão dada com criança espuleta;
quando eu notei pais e mães mais velhos, mais novos, mais tradicionais ou bem moderninhos;
quando eu percebi os ex-alunos dançando a quadrilha, e todas as barraquinhas enfeitadas com desenhos das crianças, eu pensei: que bom que eles estudam aqui!
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