quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu e a Maria
- Mamãe, a Rosa disse que vai passar Branca de Neve na TV!
- Legal, Meg!
- Mas... e se passar a bruxa?
- Aí você fica firme, porque você é muito forte, come tudo no almoço, toma suco de caju...
- Mamãe, eu mudo de canal!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Carnaval, cenas.

Eu vi a Maria conversar e brincar com os primos como se não existisse diferenças de idade; percebi ela crescendo e ganhando espaço, e quando estava bem lá, no meio dos grandes, voltava para seu mundinho de faz de conta, se transformando em bebê, em bruxa, em princesa, em bichinhos de toda espécie, pedindo uma varinha mágica para que pudesse mudar tantas coisas de lugar e de função. Eu vi a minha menininha durante dez dias inteiros bem do meu lado, e quantas histórias ganhei com isso :)
Também vi o Felipe se ligar em óculos escuros, tênis descolados... mergulhar no mar como quem cai em oceano aberto. Vi que para ele, a maior graça da Orla Bardot foi colocar as mãos nos peitos da Brigite e não saber exatamente porque estava fazendo aquilo!
Eu vi um mar de muitos azuis. E neles estavam os olhos meus, da minha mãe e da minha irmã.
Eu vi a Tata, de 56 anos, andar de avião pela primeira vez e cuidar bem das crianças e dos adultos pela milionésima vez. Vi minha sobrinha, tão linda, se descolando e ganhando o mundo, enquanto meu sobrinho anda pelo mundo como se tivesse seu controle nas mãos.
Vi a casa dos meus tios nos acolhendo, vi uma grande família.

Nesses dias, eu não vi o Fernando. E por mais que estejamos tão acostumados a ficar longe por tempos assim, achei uma pequena injustiça do destino não ter amor para passear no fim da tarde em Búzios.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Para quem viu aquela mãe com cara de profissional bem sucedida e bem resolvida sair da escola deixando para trás a sua filhinha chorando no colo da professora, um aviso: ai... que coração despedaçado.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Me acompanha uma delicadeza há quatro anos. Tenho um sorriso no rosto que se abre de repente, seguido à sensação gostosa de ouvir sua vozinha linda sem você estar por perto. Penso em você, meu amor. Penso, penso muito, o dia todo. Fico procurando onde estou em você, tão moreninha, de grandes olhos castanhos e vivos. Seu pai, cheio de graça, diz que estou nas suas birras. Eu acho que estou nesses seus sonhos de vida feliz, repletos de um amor capaz de transformar as pessoas comuns em verdadeiros nobres cheios de virtude.
Assim, minha princesa, você encanta sem fazer de ninguém um súdito bobalhão. Há espaço para todos em suas histórias. E o meu amor tão infinito vai proteger o seu reino alegre, porque tudo o que quero é que você seja feliz para sempre.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tomar uma decisão que pode magoar alguém que você gosta não é fácil. Mas o gostar faz com que as palavras se ajeitem e acalentem a conversa. Então seguimos em frente, melhores que antes.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

3 pontos.

Um pulo na piscina.
O queixo na borda.
O choro forte da Meg. O meu, doído. Porque coração sangra mais que queixo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ontem, das 18h às 23h50

Buscar na escola, chegar em casa, preparar o que comer. Descer para a piscina, brincar, conversar com a amiga, receber o sobrinho, subir para o apê, arrumar a mesa, por a galerinha pra comer: 2 filhos, o primo e um amigo. Conversar mais com a amiga, acolher o choro do filho, vê-lo voltar a sorrir quando uns 4 meninos do prédio entram em casa. Despedir-se da amiga. Ligar para o marido que está viajando, falar de amor, saudade e amenidades. Lembrar de ligar para a outra amiga que faz aniversário. Receber a irmã e a sobrinha, ficar feliz, separar umas roupas, despedir-se da irmã e dos sobrinhos. Fazer a filha dormir. Arrumar a cama para que o amigo do filho durma em casa. Colocar os meninos no banho. Liberar TV com jogo do Goiás e não sei quem no quarto do filho para ter meia horinha de TV no meu quarto. O filho dorme, o amigo quer matar a saudade da mãe. Ligar para a amiga, ver passar a saudade, olhar o garoto dormir tranquilo e pensar "gosto mesmo deste amigo do meu filho". Constatar que está tarde para ligar e dar parabéns para a outra amiga, a aniversariante. Abraçar o travesseiro e dormir tranquila o merecido e profundo sono de uma mãe feliz com seu dia!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ontem fui ouvir coisas sobre a boa propaganda. E, bem feliz, ouvi muito sobre filosofia, ética, verdade, virtudes, coragem, responsabilidade. Poucos cases, muitas ideias ainda nascendo, nada muito perfeito.
E eu, que também penso tantas coisas assim, voltei planejando vida. Let it flow.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Porque parece que nos conhecemos há muito mais tempo que de fato, nosso retrato nos diz muito de uma nostalgia gostosa de sentir. Se fomos unidos pelas nossas crianças, somos amigos de infância, certo?

terça-feira, 9 de novembro de 2010


Lá na Feira do Conhecimento conheci o menino "africando", amigo da Maria, e os craques do cartum, parceiros de time do Felipe! :)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Petit Marie

Eu, acordando a Maria:
- Bonjour, Marie!
- Mamãe, Maria em francês é Marie, né?
- É, chérie!
- E Silvia?
- Silvie.
Ela olha para o casaquinho que eu estava vestindo.
- E casaco é casí!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu preciso dizer que ainda que eu estivesse muito feliz por mudar de casa, chorei compulsivamente vendo minhas coisas sendo encaixotadas. Chorei por ver os vizinhos chegando para falar tchau. Chorei, chorei, chorei um dia inteiro.
No outro dia, me enchi de alegria ao receber todas aquelas caixas na casa nova. Chorei baixinho ao ver que à noite existe luz na cidade. Agora, fico andando pelo bairro, dou um pulo no supermercado, uma passada na farmácia, levo a Maria para tomar sorvete num estalo de dedos. De casa à escola, 2 minutos. Para a agência, uns 4, acho.
Todas essas facilidades tornaram também fácil e rápido o meu sorriso com esse novo ambiente.
Ainda estamos em exploração. Ainda nos sentimos como que hóspedes em um hotel. Mas somos uma família renovada curtindo a vida. Bom, né?

Hoje fui ao Royal Park. Engraçado como em pouco mais de 10 dias o bairro mudou. A portaria foi pintada. Agora tem heras crescendo no muro. Precisava pegar correspondência, deixar o cheque do piscineiro... escolhi o portão de moradores, bati o maior papo com o Carlos, porteiro.
Eu mudei, mas ainda não me sinto visitante!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A mudança de casa que já aconteceu dentro de mim está tomando forma. Ela tem cores, tem flores, tem espaço. Estamos, nós quatro, aconchegados, e isso é uma delícia.
Queria começar por edredons novos, penso sempre neles, macios, coloridos, nos envolvendo num sono bom. Depois, vem a grande sala. Penso naqueles que amamos por lá, ouço o som de visitas que só fazem o bem. Vou ter uma estante de livros, e isto é como ler o quanto estou parecendo com minha mãe. Imagino saber cozinhar um pouco mais do que sei, me animo para usar mais a lava-louças. Lembro de minha avó e de suas lições para que a casa fique em ordem... com o coração cheio de saudade, me proponho a cumpri-las!
Já disse que o movimento por perto me parece mais libertador que um grande jardim gramado. Estou indo com a certeza de que encontrarei esse mundão de novas possibilidades bem ali ao meu alcance. Fico ansiosa como criança. O dia está perto, mas não chega, oras! Tudo bem. Estou feliz.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Choro corporativo. Comigo acontece quando o trabalho ganha overdoses de sentimentos confusos. A gente fica lá, envolvido, sofrendo, torcendo, se alegrando e se angustiando, sentindo frios na espinha por algo que não é a final do campeonato sub-nove de futebol ou sei lá, a recuperação de um parente doente. É trabalho.
Conheço pessoas que nunca choraram assim, do modo corporativo. Tenho certa inveja disso. Trabalham e pronto. Depois curtem a vida com a grana que ganham. Ando sonhando com isso. Em não cair no choro quando trabalho demais. Em não trabalhar demais. Em me livrar dos esteriótipos - como fui cair nessa?
A questão é que hoje saí da agência como quem sai do cinema depois de Benjamin Buton. O tempo está passando, passando, eu olho pra trás e vejo que nada volta. E olho pra frente e vejo que o que pode ser. E trabalho, trabalho para isso acontecer.

Centenário

No trânsito, correndo para chegar a tempo do Felipe participar do passeio da escola de inglês:
- Olha, filho, se não der tempo, fazer o que, né?
- Mãe, você nem chegou lá e já tá achando que não vai dar. Eu não desisti, eu nunca desisto. Eu sou corinthiano!!

***

Chegamos, ele encontrou com a turma, subiu tranquilamente no trem. Have fun, Felipão da fiel!