quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Fé
Aconteceu de eu ter ao meu lado, na virada do ano, a tristeza mais profunda das tristezas. Vi alguém que gosto muito perder um filho. Um bebê amado, cria de uma história bonita. E para os novos dias deste ano, espero que grandes bênçãos que me são cotidianas se espalhem pela família que fica tão dilacerada na dor, tão firme na vida.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Aqui vai o meu texto para não esquecer das cenas que me encheram de emoção no festival de ballet da Maria. Quase não tirei fotos, a não ser na saída do último dia, quando Dorothy já estava cansada do mundo de Oz e queria mesmo era ir embora. Imaginei alguns cliques, ela de fantasia na entrada do teatro, ela fazendo caras e bocas, ela se despedindo de mim. Mas nada disso foi registrado. Chegamos atrasadas, em cima da hora para a pequena ir para o camarim. Ela não fez caras e bocas e nem se despediu de mim em grande estilo. Simplesmente pegou seu figurino e entrou, como se isso de entrar para dentro de um teatro fosse coisa simples e comum em seus dias.
Já nos ensaios de sábado, ela saía esbanjando sua cultura de bailarina. "Giselle é lindo, mamãe! É a história de uma camponesa que se apaixona por um príncipe". Gosto disso: constatar que ballet para ela é mais que uma atividade física. Nada de espírito blasé cult esnobe, mas é bom ver que os caminhos que tento abrir para que meus filhotes enxerguem como o mundo é melhor se for amplo, viram trilhas suaves e divertidas para eles.
Enfim, voltando ao dia do espetáculo, lá fui eu para a plateia. Assisti Giselle com "as bailarinas grandes" e nem achei tão lindo assim. Queria mesmo era pagar de mãe coruja e ver a Megolina de Dorothy.
E lá veio ela, no comecinho do segundo ato, momento em que Giselle saiu de cena e abriu espaço para os clássicos do cinema. Cheia de si, risinho no olhar, pé na pontinha e mão na cinturinha. Se faltou-lhe a delicadeza comum às bailarinas ao ordenar que a amiga fosse um pouco mais para a frente, sobrou-lhe atitude ao dançar solta e leve, feliz por estar no palco.
E assim foi no segundo dia de apresentação também. Ela lá, leve e solta, dançando a felicidade de seus quatro anos em movimentos desordenados, mas cheios de graça.
Leva jeito essa minha menina que quer ser bailarina.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Elas se descabelaram. Brigaram feio por causa do corte da unha, do esmalte e do sapato.
A de quatro anos queria unhas compridas, esmalte néon e sapatos de brilho. Endureceu na opinião e se esguelou de tanto chorar.
A de quase quarenta quis desistir e abrir mão da autoridade. Mas juntou forças, impôs castigo, ficou de coração partido. Depois foi fazer massagem.
A de quatro anos queria unhas compridas, esmalte néon e sapatos de brilho. Endureceu na opinião e se esguelou de tanto chorar.
A de quase quarenta quis desistir e abrir mão da autoridade. Mas juntou forças, impôs castigo, ficou de coração partido. Depois foi fazer massagem.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Roteiros
- Mamãe, tô com saudade da Disney, disse a Maria.
- Mãe, será que dá eu pra conhecer a Itália um dia? Posso fazer italiano no ano que vem? pergunta o Felipe
- Então, Ilhabela é uma ilha mesmo? Assim, no meio do mar? Como que a vovó Ita já morou lá e trabalhou numa escola lá, existem escolas numa Ilha, mamãe? se encanta a Maria
Também andamos falando sobre Santa Clara, Guarujá, São Paulo, Goiás, fazenda e neve.
Somos nós sonhando. São as férias chegando.
- Mãe, será que dá eu pra conhecer a Itália um dia? Posso fazer italiano no ano que vem? pergunta o Felipe
- Então, Ilhabela é uma ilha mesmo? Assim, no meio do mar? Como que a vovó Ita já morou lá e trabalhou numa escola lá, existem escolas numa Ilha, mamãe? se encanta a Maria
Também andamos falando sobre Santa Clara, Guarujá, São Paulo, Goiás, fazenda e neve.
Somos nós sonhando. São as férias chegando.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Where dreams come true
Senti meu amor crescendo pela família que criei com o Fernando. Me apaixonei ainda mais por meu marido em uma viagem sem roteiro romântico. Me emocionei e agradeci por estar ali, naquele programa família perfeita e por isso não ser só um programa, e sim um projeto que é legal e bom para a nossa vida todos os dias.
Então, lá, aconteceu algo inverso: a realidade virou sonho. Pelo cenário, pelo clima, pelos dias de sol e ventinho fresco no rosto. Pelo carro bacana que alugamos. Pelos novos sabores que provamos. Por uma família que faz tudo junto todos os dias. Por brincar com o Felipe na Space Montain e matar a saudade que eu tinha dessa aventura no escuro. Por conhecer o mundo do Harry Potter pelos olhos de meu filho, o do Gatola na Cartola pelo sorriso da minha filha. Por abraçar o Mickey e cia e conversar com o Popeye. Por ver baleias enormes e me emocionar, por ver o Felipe se virando em inglês, a Maria, ao seu modo, entendendo outra língua e outra cultura e por uma série se outras alegrias que vivemos porque estávamos lá.
Aqui, seguimos em frente sem o cenário, na labuta do plantio, da campanha na rua, das lições de casa, das provas, do ensaio do ballet, do supermercado e das lojas com preços muito altos.
Não importa. Nossa felicidade não depende da Disney, mas ganhou mais vida depois da viagem. Voltamos cheios de imaginação!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
De Buenos Aires, mandei um e-mail para as crianças, contando sobre o frio, as praças, a preparação para a corrida... estava com saudade dos meus amores, mas muito feliz por estar entre amigos em momentos de muitas gargalhadas.
Ganhei da Maria uma resposta de presente, carinhosamente escrita pela tia Sissi: "Mamãe, eu te amo. Pronto, acabou".
Que bom, filha, que você sabe passar momentos de muitas gargalhadas também assim, longe de mim.
Ganhei da Maria uma resposta de presente, carinhosamente escrita pela tia Sissi: "Mamãe, eu te amo. Pronto, acabou".
Que bom, filha, que você sabe passar momentos de muitas gargalhadas também assim, longe de mim.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
As palavras da Maria
- Mama, eu não gosto de nenhuma palavra brava!
- Mas o que são as palavras bravas, Meg?
- As palavras de adulto dar bronca, mama!
- Mas o que são as palavras bravas, Meg?
- As palavras de adulto dar bronca, mama!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Too much.
Então... comprei uma batinha Ronaldo Fraga para a Maria. Adoro as roupinhas dele, geralmente são linduchas e super confortáveis. Mas confesso que nunca tinha parado para ler as etiquetas.
Ontem fui tirar os tags para que a tal da bata pudesse ser lavada e passada. Resolvi ler as instruções:
"Lavar com sabão neutro. Secar à sombra das laranjeiras"
Na boa, não há licença poética que pudesse me fazer parar de achar ridícula aquela etiqueta colorida e linda! Não há mesmo photoshop que salve palavras pretenciosas demais.
Ontem fui tirar os tags para que a tal da bata pudesse ser lavada e passada. Resolvi ler as instruções:
"Lavar com sabão neutro. Secar à sombra das laranjeiras"
Na boa, não há licença poética que pudesse me fazer parar de achar ridícula aquela etiqueta colorida e linda! Não há mesmo photoshop que salve palavras pretenciosas demais.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Os 9 anos do Felipe
Chuteiras, F50, Mercurial.
Brasileirão, Paulistinha, Campeonato espanhol. Chupa, fulano!
Ganso, Neymar, Messi, Jorge Henrique. Ronaldo, o gordo. Globo Esporte.
Timão, Timão, Timão, ô, meu São Jorge!
Cuecas na gaveta, meias encardidas.
Bayblade, Club Penguim, Zootycon, MSN.
Zack Power, 24 horas para fazer qualquer coisa e esperar meu beijo de boa noite.
Animal Planet.
Meninas sem roupa no Google: cabelos brancos.
Português, matemática, história, geografia, inglês, karatê e copinha da Olé.
Tênis desamarrados, dentes sem escovar, cabelo arrepiado, moleques em casa.
E eu, irmã de menina, criada por mãe e por vó, sou agora um pouco menino. Lembro da minha mãe cantando O meu guri do Chico Buarque! Ele veio sem fantasia, o meu menino existe em mim.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
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